Almadrava: homens e mar. Relações sociais numa comunidade temporária
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0204.04.00146Palavras-chave:
Pesca, Atum, Almadrava, AlgarveResumo
Introdução: Descrevem-se as relações homem/mar, num contexto social, de vivência muito específico numa comunidade piscatória temporariamente estabelecida na praia de Faro, durante o período de pesca do atum. Descobriu-se que essa comunidade piscatória existiu neste lugar por décadas, envolvendo quase 200 famílias durante a época da pesca. Esta comunidade apenas dispunha de recursos limitados e rudimentares, baseados exclusivamente na força humana. Todavia, desenvolveram os seus rituais, crenças e vivência. Hoje, tudo está quase extinto.
Objetivo: Pretende-se reportar as especificidades da organização espacial e das relações socioeconómicas desta Armação, incentivando a continuidade geracional, a tomada de consciência deste património desaparecido, a sua valorização e o
despertar da memória coletiva.
Métodos: Utilizaram-se os métodos de ação participativa e o qualitativo, elaborando-se entrevistas não-estruturadas, privilegiando o contacto direto com quem viveu na Armação. Os critérios utilizados para seleção dos entrevistados consistiram na lucidez, sexo, hierarquia social e proveniência geográfica.
Resultados: Existência de uma hierarquia socioeconómica que se traduzia numa hierarquia física; os registos e a divulgação do tema facilitam o acesso à informação.
Conclusões: Este artigo é uma chamada de atenção para as autoridades e decisores para preservação da memória coletiva e, também, um despertar de mentes e consciências, influenciando a sociedade em geral no sentido em que se trata de um alerta para um valor que, em geral, se perdeu e se esqueceu.
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