Qualidade do ar interior numa estrutura residencial para pessoas idosas e seus efeitos na saúde dos trabalhadores e utentes
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0216e.34480Palavras-chave:
qualidade do ar interior; estrutura residencial para pessoas idosas; trabalhadores; utentes; saúdeResumo
Introdução: As avaliações da Qualidade do Ar Interior apresentam um desafio muito significativo, nomeadamente quando as análises são realizadas em edifícios que incluem um ambiente particularmente sensível e vulnerável à população idosa.
Objetivo: Avaliar a qualidade do ar interior de uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) e relacionar com os efeitos adversos na sua saúde dos seus ocupantes
Métodos: O local de estudo decorreu numa ERPI localizada em Portugal. Procedeu-se à avaliação da qualidade do ar, através da medição dos parâmetros ambientais formaldeído (CH2O), monóxido de carbono, dióxido de carbono, PM0,5, PM1,0, PM2,5, PM5,0, PM10, PMTotais, as partículas ultrafinas e variáveis meteorológicas, temperatura e humidade relativa no interior e no exterior da ERPI.
Resultados: Verificou-se, que a temperatura foi o único parâmetro que apresentou valores mais elevados no exterior em comparação ao interior da instituição. Além disso, foi a temperatura e o CH2O os únicos parâmetros que registaram valores superiores no período da tarde em comparação com o período da manhã. Neste estudo o sintoma mais prevalente entre os ocupantes foi as dores de cabeça, seguido de prurido, ardor ou irritação nos olhos e crise de espirros.
Conclusão: A qualidade do ar e o conforto térmico da maioria das divisões estudadas eram adequadas, mas a concentração de CH2O pode indicar a possibilidade de realizar intervenções corretivas, como reduzir as fontes emissoras e aumentar a ventilação.
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