Correlação entre a composição química da madeira e o aumento do poder calorífico através do tratamento térmico
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0222e.39992Palavras-chave:
tratamento térmico; composição química; poder caloríficoResumo
Introdução: A maior importância da biomassa reside no seu poder calorífico superior, quando considerada para produção de energia. O poder calorífico é significativamente afetado pelas alterações na composição química da madeira que ocorrem durante o tratamento térmico.
Objetivo: Compreender a influência do tratamento térmico no poder calorífico dos constituintes químicos de duas madeiras de folhosas: Sapelli e Castanheiro e duas madeiras de resinosas: pinheiro silvestre e pinheiro siberiano.
Métodos: O poder calorífico foi determinado por um calorímetro Parr – modelo 6400. O teor de extrativos foi determinado por extração sucessiva de Soxhlet utilizando cerca de 3 g de cada amostra e 150 ml de diclorometano, etanol e água como solventes. O teor de extrativos foi determinado de acordo com o método TAPPI 204, e a lenhina insolúvel pelo método Klason Tappi T 222 om-02. Para a determinação da holocelulose foi utilizado o método do clorito ácido.
Resultados: O poder calorífico das madeiras não tratadas variou entre 18,98 MJ/kg para o castanheiro e 20,35 MJ/kg para o pinheiro siberiano. O tratamento térmico resultou num aumento do poder calorífico para a maioria das amostras de madeira em estudo.
Conclusão: O aumento do poder calorífico observado durante o tratamento térmico em madeiras de folhosas e resinosas deve-se principalmente ao aumento do teor de lignina, embora os extrativos de diclorometano também desempenhem um papel importante.
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