Intervenção do enfermeiro na identificação e sinalização de maus-tratos à criança em contexto hospitalar
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0221e.41369Palavras-chave:
criança hospitalizada; maus-tratos infantis; intervenção de enfermagemResumo
Introdução: Os maus tratos infantis caracterizam-se como todas as formas de lesão física ou psicológica, abuso sexual, negligência ou tratamento negligente, exploração comercial ou outro tipo de exploração, resultando em danos atuais ou potenciais para a saúde da criança, sua sobrevivência, desenvolvimento ou dignidade num contexto de uma relação de responsabilidade, confiança ou poder (WHO & International Society for Prevention of Child Abuse and Neglect, 2006, p.9).
O relatório anual de 2020 das estatísticas da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) reporta que o número médio de crianças vítimas de maus-tratos em Portugal é de 1841 por ano. Assim, é fundamental a intervenção do enfermeiro em detetar, encaminhar e intervir na sinalização da criança em situação de risco.
Objetivo: Identificar as intervenções de enfermagem na deteção e sinalização dos maus-tratos à criança hospitalizada.
Métodos: Revisão integrativa da literatura, segundo Whittemore & Knafl (2005), com recurso às bases de dados CINAHL e MEDLINE, com aplicação de critérios de inclusão e exclusão.
Resultados: As intervenções de enfermagem na deteção e sinalização dos maus-tratos infantis são multifacetadas, envolvendo desde a suspeita e deteção inicial até a notificação formal e encaminhamento adequado.
Conclusão: Com a implementação de estratégias para detetar e sinalizar casos suspeitos de maus-tratos infantis, verifica-se um aumento no número de crianças encaminhadas para entidades promotoras da proteção e dos direitos das crianças, favorecendo uma deteção precoce que promove o bem-estar e o desenvolvimento infantil.
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