Perceção do conhecimento e executabilidade das práticas forenses em enfermeiros do serviço de urgência
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0220e.42076Palavras-chave:
Palavras-chave: enfermeiros; enfermagem forense; conhecimentos; atitudes e prática em saúde; serviço hospitalar de emergênciaResumo
Introdução: A preservação de vestígios forenses é essencial e os enfermeiros do Serviço de Urgência (SU) têm um papel crucial, por serem dos primeiros a contactar com as vítimas.
Objetivos: Analisar a perceção do conhecimento e a executabilidade dos procedimentos referentes às Práticas Forenses (PF) de enfermeiros do SU; analisar se existe relação entre a perceção do conhecimento das PF de enfermeiros do SU e a sua executabilidade.
Métodos: Estudo descritivo-correlacional, através dos resultados da aplicação do “Questionário sobre a Preservação de Vestígios na Assistência à Vítima por Enfermeiros” (QPVAVE), de Gomes, Corte Real & Chaves (2016), a uma amostra de 94 enfermeiros, dos SU de uma Unidade Local de Saúde (ULS) do Norte de Portugal.
Resultado: Na executabilidade, “nunca executei” foi a resposta dada pela maioria dos participantes, em todas as categorias (Gestão de vestígios, Agressão sexual, Lesões, Arma branca, Arma de fogo, Acidentes de viação, Intoxicações e Asfixias). Na perceção do conhecimento, a opção “conhecia vagamente” foi a mais predominante, seguida da opção “desconhecia”. A análise das correlações de Pearson, revelou padrões maioritariamente fracos a moderados, e estatisticamente significativos, entre as variáveis de executabilidade e perceção do conhecimento das PF.
Conclusão: Os enfermeiros a exercer funções nos SU têm lacunas significativas, quer na executabilidade, quer na perceção do conhecimento das PF.
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