Autoperceção dos enfermeiros face à avaliação do risco de infeção no adulto hospitalizado

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29352/mill0222e.42754

Palavras-chave:

controle de infeções; infeção hospitalar; medição de risco; enfermagem; perceção

Resumo

Introdução: As infeções associadas aos cuidados de saúde têm impacto na morbilidade, mortalidade e custos. A avaliação sistemática do risco é essencial para implementar medidas preventivas.

Objetivo: Avaliar a autoperceção dos enfermeiros relativamente à avaliação e ao controlo do risco de infeção no adulto hospitalizado e analisar a relação dessa perceção com variáveis sociodemográficas e profissionais.

Métodos: Estudo quantitativo, transversal e descritivo-correlacional, com amostra de mestrandos de uma Escola Superior de Saúde portuguesa, enfermeiros de um hospital da região Oeste de Portugal e enfermeiros recrutados via plataformas sociais. Os dados foram recolhidos por questionário de caracterização sociodemográfica e escala de Likert sobre práticas de prevenção e controlo de infeções.

Resultados: A média global foi de 1,95 (DP=0,466), indicando integração frequente dos itens na prática. Não se verificaram diferenças significativas entre enfermeiros com/sem especialidade ou formação específica. Encontraram-se correlações fracas, mas significativas, entre idade/experiência nos itens: dias de antibioterapia (ρ = −0,294; p = 0,017), rastreio de SAMR (idade: ρ = 0,297; p = 0,026; experiência: ρ = 0,308; p = 0,021), reconhecimento de risco em doentes reoperados (ρ = −0,270; p = 0,042) e classe de antibiótico (ρ = −0,314; p = 0,013).

Conclusão: Os enfermeiros valorizam a avaliação do risco de infeção referindo práticas alinhadas com as recomendações, embora passíveis de melhoria. Recomendam-se reforço formativo e uso de métodos observacionais para avaliar a prática real.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Althiyabi, F. S., Khuded, F. M., Alzaidi, F. M., Alswat, A. S. G., Alotaibi, F. S. B., Alotaibi, W. S. B., Alotaibi, K. I. A., Alshehri, F. A. H., Almutairi, A. M. A., & Alnathli, J. A. A. (2024). Assessment of nursing knowledge and practice toward prevention of acquired infections in the emergency department of King Faisal Medical Complex in Taif. SAGE Open Medicine, 12. https://doi.org/10.1177/20503121231222341

Antonelli, A., Ales, M. E., Chiecca, G., Dalla Valle, Z., De Ponti, E., Cereda, D., Crottogini, L., Renzi, C., Signorelli, C., & Moro, M. (2024). Healthcare-associated infections and antimicrobial use in acute care hospitals: a point prevalence survey in Lombardy, Italy, in 2022. BMC Infectious Diseases, 24(1), 632. https://doi.org/10.1186/s12879-024-09487-7

Babore, G. O., Eyesu, Y., Mengistu, D., Foga, S., Heliso, A. Z., & Ashine, T. M. (2024). Adherence to Infection Prevention Practice Standard Protocol and Associated Factors Among Healthcare Workers. Global journal on quality and safety in healthcare, 7(2), 50–58. https://doi.org/10.36401/JQSH-23-14

Bardin, L. (2018). Análise de conteúdo. Edições 70.

Berríos-Torres, S. I., Umscheid, C. A., Bratzler, D. W., Leas, B., Stone, E. C., Kelz, R. R., Reinke, C. E., Morgan, S., Solomkin, J. S., Mazuski, J. E., Dellinger, E. P., Itani, K. M. F., Berbari, E. F., Segreti, J., Parvizi, J., Blanchard, J., Allen, G., Kluytmans, J. A. J. W., Donlan, R., & Schecter, W. P. (2017). Centers for Disease Control and Prevention Guideline for the Prevention of Surgical Site Infection, 2017. JAMA Surgery, 152(8), 784–791. https://doi.org/10.1001/jamasurg.2017.0904

Carvalho, A. S., Monteiro, F., Cruz, I., Monteiro, N., Cardoso, M., Mendes, R., & Silva, A. (2017). Estudo prospectivo de colonização por staphylococcus aureus resistente à meticilina num serviço de medicina interna: População, factores de risco e implicações. Medicina Interna, 24(3), 208–216. https://doi.org/10.24950/rspmi/29/2017

Czerniak, B., Banaś, W., & Budzyński, J. (2024). Risk factors for healthcare-associated infections: a single-centre study in a university hospital. Medical Research Journal, 9(2), 198–208. https://doi.org/10.5603/mrj.100150

Decreto- lei n.o 21/2014. (2014). Diário da República: I Série, N.º 75/2014. https://shre.ink/AWno

Direção-Geral da Saúde. (2007). Programa Nacional De Prevenção e Controlo da Infecção Associada aos Cuidados de Saúde. Direção-Geral da Saúde. https://shre.ink/AWnM

Direção-Geral da Saúde. (2018). Infeções e Resistências aos Antimicrobianos – Relatório Anual do Programa Prioritário. https://shre.ink/AWnf

European Centre for Disease Prevention and Control. (2023). Point prevalence survey of healthcare-associated infections and antimicrobial use in European long-term care facilities: 2016–2017. https://shre.ink/AW9A

European Centre for Disease Prevention and Control. (2024). Point prevalence survey of healthcare-associated infections and 510 antimicrobial use in European acute care hospitals, 2022-2023. https://shre.ink/AW9S

Fernandes, D., & Martins, M. (2023). Análise dos fatores da infeção do local cirúrgico em doentes submetidos a cirurgia ortopédica major. Revista de Enfermagem Referência, VI(2), 1–11. https://doi.org/10.12707/RVI22101

Flanagan, J., Beck, C. T., & Polit, D. F. (2025). Polit and Beck’s nursing research: generating and assessing evidence for nursing practice (12.ª ed.). Wolters Kluwer.

Hafeez, S. B., Ahmed, A., Akhtar, A., Ishtiaq, W., Javed, N. U. S., Abbas, K., Khan, M., Zafar, H., & Jawed, A. (2022). Catheter-Related Bloodstream Infection With Femoral Central Access Versus Internal Jugular Access in Patients Admitting to Medical Intensive Care Unit. Cureus, 14(9), 1-8. https://doi.org/10.7759/cureus.29416

Jordão, E. (2021). Infeções associadas aos cuidados de saúde no doente crítico internado numa unidade de cuidados intensivos [Dissertação de Mestrado, Universidade do Minho]. RepositóriUM. https://shre.ink/AW9d

Ketata, N., Ben Ayed, H., Ben Hmida, M., Trigui, M., Ben Jemaa, M., Yaich, S., Maamri, H., Baklouti, M., Jedidi, J., Kassis, M., Feki, H., & Damak, J. (2021). Point prevalence survey of health-care associated infections and their risk factors in the tertiary-care referral hospitals of Southern Tunisia. Infection, Disease & Health, 26(4), 284–291. https://doi.org/10.1016/j.idh.2021.06.004

Linhares, S., & Baptista, G. (2025). Envolvimento dos enfermeiros no stewardship antimicrobiano: práticas e experiências. Millenium- Journal of Education, Technologies, and Health, 2(16), 1–7. https://doi.org/10.29352/mill0216e.36080

Magiorakos, A. P., Burns, K., Rodríguez Baño, J., Borg, M., Daikos, G., Dumpis, U., Lucet, J. C., Moro, M. L., Tacconelli, E., Simonsen, G. S., Szilágyi, E., Voss, A., & Weber, J. T. (2017). Infection prevention and control measures and tools for the prevention of entry of carbapenem-resistant Enterobacteriaceae into healthcare settings: Guidance from the European Centre for Disease Prevention and Control. Antimicrobial Resistance & Infection Control, 6, 1–17. https://doi.org/10.1186/s13756-017-0259-z

Mathew, S., O’Sullivan, K., & McCann, M. (2023). Knowledge, attitudes and self-reported practices of healthcare professionals on Carbapenemase Producing Enterobacterales (CPE): A cross-sectional study. Infection Prevention in Practice, 5(1), 1-5. https://doi.org/10.1016/j.infpip.2022.100257

Matos, F., Júnior, S., Silva De Oliveira, I., Rocha Correia, K., Machado, M. P., Quinteiro, J., & Lima Da Costa, R. S. (2021). Fatores de risco para infecção de sítio cirúrgico em pacientes ortopédicos. Revista Eletrónica FUNVIC 6(3), 22–31. https://shre.ink/AWHx

Mutsonziwa, G. A., Mojab, M., Katuwal, M., & Glew, P. (2024). Influences of healthcare workers' behaviours towards infection prevention and control practices in the clinical setting: A systematic review. Nursing Open, 11(3), e2132. https://doi.org/10.1002/nop2.2132

Palenzuela-Luis, N., Duarte-Clíments, G., Gómez-Salgado, J., Rodríguez-Gómez, J. Á., & Sánchez-Gómez, M. B. (2022). International Comparison of Self-Concept, Self-Perception and Lifestyle in Adolescents: A Systematic Review. International journal of public health, 67, 1604954. https://doi.org/10.3389/ijph.2022.1604954

Rodríguez-Acelas, A. L., de Abreu Almeida, M., Engelman, B., & Cañon-Montañez, W. (2017). Risk factors for health care–associated infection in hospitalized adults: Systematic review and meta-analysis. American Journal of Infection Control, 45(12), e149–e156. https://doi.org/10.1016/j.ajic.2017.08.016

Rodríguez-Acelas, A. L., López de Ávila, M., Yampuezán Getial, D., de Abreu Almeida, M., & Cañon-Montañez, W. (2022). Adaptación transcultural para Colombia y validez de contenido de la escala RAC de evaluación del riesgo de infección en el adulto hospitalizado. Revista Cuidarte, 13(1), 1–14. https://doi.org/10.15649/cuidarte.2406

Thazha, S. K., Cruz, J. P., Alquwez, N., Scaria, B., Rengan, S. S., & Almazan, J. U. (2022). Infection prevention and control awareness, attitudes, and practices among healthcare professionals in South India. The Journal of Infection in Developing Countries, 16(04), 659–667. https://doi.org/10.3855/jidc.14746

von Elm, E., Altman, D. G., Egger, M., Pocock, S. J., Gøtzsche, P. C., Vandenbroucke, J. P., & STROBE Initiative (2007). The Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE) statement: guidelines for reporting observational studies. Annals of Internal Medicine, 147(8), 573–577. https://shre.ink/AWHc

World Health Organization. (2022). Member States Information Session on Infection Prevention and Control (IPC). https://apps.who.int/gb/MSPI/pdf_files/2022/03/Item1_07-03.pdf

Downloads

Publicado

2026-03-23

Como Citar

Faria, B., Carreira, M. J., Figueiras, D., Jardim, A., Mata, E., & Loureiro, R. (2026). Autoperceção dos enfermeiros face à avaliação do risco de infeção no adulto hospitalizado . Millenium - Journal of Education, Technologies, and Health, 2(22e), e42754. https://doi.org/10.29352/mill0222e.42754

Edição

Secção

Ciências da vida e da saúde