Estratégias para identificação de maus-tratos em crianças por enfermeiros na comunidade: scoping review
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0222e.45127Palavras-chave:
pré-escolar; maus-tratos infantis; enfermeiros de saúde comunitáriaResumo
Introdução: Os maus-tratos a crianças são um fenómeno complexo e multifacetado, com impactos negativos no seu crescimento, desenvolvimento, saúde e bem-estar. Os enfermeiros que trabalham com crianças em contexto comunitário, têm uma responsabilidade acrescida na deteção precoce de fatores de risco, sinais de alerta e na sinalização de crianças em risco.
Objetivo: Mapear a evidência científica sobre as estratégias utilizadas por enfermeiros em contexto comunitário para identificar sinais de maus-tratos em crianças dos 0 aos 5 anos.
Métodos: A revisão seguiu a metodologia proposta pelo Joanna Briggs Institute e reportada segundo as recomendações do PRISMA-ScR. A pesquisa ocorreu nas bases EBSCO via Ordem dos Enfermeiros (CINAHL Complete, MEDLINE Complete, Nursing & Allied Health Collection, Cochrane, Library Information Science & Technology Abstracts, MedicLatina), na SCOPUS e no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal, entre os dias 23 e 26 de março de 2026. O software Rayyan® foi usado para extração e seleção dos estudos.
Resultados: Foram identificados 597 estudos, dos quais cinco foram incluídos na análise. Cinco estratégias foram reconhecidas para a identificação de maus-tratos: observação direta, observação indireta, entrevistas, consulta documental e aplicação de instrumentos.
Conclusão: Apesar das estratégias existentes, persistem lacunas na formação específica e na sistematização das práticas dos enfermeiros para a deteção de sinais de maus-tratos em crianças. Os resultados sugerem a necessidade de protocolos padronizados e formação contínua para enfermeiros.
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