Bastidores e transformações: a correspondência do Teatro da Cornucópia na transição para a democracia (1973 - 1978)

Autores

  • Fábio Marques Belém Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CET-FLUL)

DOI:

https://doi.org/10.51427/cet.sdc.2026.3.5.11

Palavras-chave:

Teatro da Cornucópia, Arquivos teatrais, Transição democrática, Políticas culturais, Censura

Resumo

Este artigo analisa a correspondência do Teatro da Cornucópia (1973–1978) para compreender as tensões entre criação artística, censura e políticas culturais na transição democrática em Portugal. A partir do arquivo epistolar — cartas, ofícios e despachos trocados com ministérios, câmaras e fundações — traça-se a trajetória institucional da companhia desde a fase final da ditadura, pela Revolução dos Cravos, até ao I Governo Constitucional. Os documentos revelam a dependência financeira face à Fundação Calouste Gulbenkian, os constrangimentos da censura, as negociações por subsídios, os cortes e atrasos nos pagamentos e as estratégias de resistência da companhia, que defendia o teatro como serviço público. O estudo mostra como a correspondência suscita debates sobre modelos de produção, acesso ao público e a elaboração (ou ausência) de políticas culturais coerentes, contribuindo para a história do teatro independente e para a reflexão crítica sobre a democratização cultural em Portugal.

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Publicado

2026-06-16

Como Citar

Marques Belém, F. (2026). Bastidores e transformações: a correspondência do Teatro da Cornucópia na transição para a democracia (1973 - 1978). Sinais De Cena, 3(5). https://doi.org/10.51427/cet.sdc.2026.3.5.11

Edição

Secção

Dossiê temático