A DUPLA FACE DOS POLÍGONOS QUE CONFIGURAM, AMBIENTAL E HISTORICAMENTE, A MICRORREGIÃO DA CHAPADA DOS VEADEIROS: PROTEÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E A GERAÇÃO DE CONFLITOS

  • Sebastião Fontenele França Universidade de Brasília
  • Éder de Souza Martins Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária na Embrapa Cerrados.

Resumo

RESUMO - Este trabalho tem como objetivo analisar os conflitos que ocorrem na relação uso e ocupação do solo nas áreas de proteção e conservação da natureza na Microrregião da Chapada dos Veadeiros, um mosaico composto por ocupações humanas com interesses diversificados: defesa do meio ambiente, representado pelos ambientalistas; agronegócio, sob o domínio dos ruralistas; mineração, com forte presença de pequenos garimpeiros e mineradoras; turismo, que vem crescendo, mas que preocupa os ambientalistas; pequenos proprietários rurais, que precisam sobreviver, mas são confinados em pequenas áreas cercadas por empresas agropecuárias e pela ancestralidade, com a presença de afrodescendentes, a Comunidade Quilombola Kalunga, além das organizações não governamentais (ONGs), que têm forte atuação na área. Em termos geográficos, essa Microrregião é uma verdadeira colcha de retalhos, onde os limites dos municípios que a compõem se entrelaçam com os limites da Área de Proteção Ambiental Pouso Alto, com a Reserva da Biosfera do Cerrado e com o Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, todos com suas legislações específicas. No interior dessa teia, os conflitos são uma realidade, e os atores divergem em seus interesses.

Palavras-chave: Sobreposição de Áreas. Conflitos pelo uso do solo. Unidades de conservação.

Biografias do Autor

Sebastião Fontenele França, Universidade de Brasília

Possui graduação em Geografia pelo Centro Universitário de Brasília (1989), Especialização em Administração Escolar (1992) pela Universidade Católica de Brasília, Mestrado (2002) e Doutorado (2019) em Geografia pela Universidade de Brasília. Tem larga experiência nas áreas administrativas e acadêmicas no ensino superior. Exerceu quatro cargos de direção nas Faculdades Integradas UPIS em Brasília, sendo Coordenador do Curso de Geografia em dois momentos (30/12/97 a 1/2/06 e 1/4/11 a 19/08/01); Diretor de Pós-Graduação (1/3/06 a 15/07/10); Diretor de Ensino a Distância (15/07/10 a 1/3/11) e Coordenador de Qualidade da Pós-Graduação (1/3/06 a 1/3/11). Em toda essa trajetória (de 1989 a 2019), acumulou também o cargo de Professor. Atualmente desenvolve pesquisas individuais nas áreas de História e Geografia e é Membro Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHG-DF), na cadeira número 18, Patrono Luís Alves de Lima e Silva “Duque de Caxias”, na sucessão do acadêmico Oscar Alberto de Mattos Horta Barbosa, com a posse ocorrida no dia 16 de maio de 2018. 

Éder de Souza Martins, Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária na Embrapa Cerrados.

Possui graduação (1987), mestrado (1991) e doutorado (1999) em Geologia pela Universidade de Brasília (1987). Atualmente é Pesquisador A da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária na Embrapa Cerrados. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geoquímica e Geomorfologia, atuando principalmente nos seguintes temas: cerrado, solo, mineralogia, mapeamento e cinética química. Atualmente é líder do Projeto Embrapa (MP2) 02.14.10.002.00.00: Caracterização e avaliação de Agrominerais Silicáticos no manejo da fertilidade do solo. É responsável pela coordenação do Tema "Viabilização de agrominerais alternativos como condicionadores de solo, corretivos e fontes de nutrientes", que compõe o Portfólio "Suprimento eficiente de nutrientes para a agricultura brasileira" da Embrapa. Integra a Rede Mapeamento Digital de Solos, coordenada pela Embrapa, onde desenvolve estudos da relação relevo-solo. 

Publicado
2020-05-28
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Artigos