DOS GOVERNOS KIRCHNER AO GOVERNO MACRI:

PETRÓLEO, SOBERANIA E AS LÓGICAS TERRITORIAIS E CAPITAIS NO CONFLITO GEOPOLÍTICO DAS MALVINAS

Resumo

A Argentina desde sua estruturação como Estado-nação (1816) reivindica as Ilhas Malvinas como parte de seu território nacional, abordando a situação em diferentes formas de acordo com os seus governos. O objetivo principal deste artigo é a descrição do posicionamento político dos governos Kirchner (2002-2015) e Macri (2015-2019), em conjunto com uma comparação da evolução da abordagem geopolítica da disputa das Malvinas. Baseado na estratégia indireta e no comportamento do governo argentino, constrói-se uma possível cooperação do uso das riquezas, apesar do Modus vivendi da soberania direta. Os governos Kirchneristas adotaram uma postura multilateral, convocando a comunidade Sul-americana. Maurício Macri, como novo presidente da Argentina, apresenta outra postura, identificada como uma abordagem bilateral, subordinada aos interesses dos EUA. Deste modo, podemos identificar, por intermédio da característica dessas duas posições, uma similaridade com o conceito de lógica capital e territorial de Arrighi.

Biografia do Autor

Felipe Rodrigues de Camargo, Universidade Estadual Paulista (UNESP) "Júlio de Mesquita Filho" Campus Rio Claro
Doutorando em Geografia pela Universidade Estadual Paulista/UNESP - Campus Rio Claro/SP Mestre em Geografia pela Universidade Estadual Paulista - Campus Rio Claro/SP
Bacharel em Geografia pela Universidade Estadual Paulista - Campus de Rio Claro/SP
Publicado
2020-08-14
Secção
Artigos