Parques urbanos de Porto Alegre
acessibilidade e exclusão socioeconômica
DOI:
https://doi.org/10.18055/Finis41818Resumo
Este artigo é um estudo sobre a acessibilidade aos parques urbanos de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, que tem como objetivo investigar como diferentes classes sociais acessam esses espaços. Para tal, foi utilizada uma metodologia que considera os tempos de deslocamento para determinar a acessibilidade espacial dos locais, levando em conta a distribuição espacial de nove parques urbanos e avaliando o desempenho dos modos a pé, de bicicleta e de transporte público. Para calcular e determinar a acessibilidade considerando o custo do deslocamento em termos de tempo, foi utilizado o software RStudio por meio do pacote {r5r}. Mapas de oportunidade espacial dos grupos socioeconômicos foram gerados cruzando-se os dados de acessibilidade previamente calculados com as informações de renda por hexágono, calculando-se a distribuição da acessibilidade da população em cada nível de renda e ponderando-se o nível de acessibilidade. Obteve-se a distribuição da acessibilidade das pessoas localizadas nas origens de um determinado decil de renda, gerando-se gráficos conforme o tempo de viagem (30, 60, 90 e 120 minutos). A análise destaca uma desigualdade significativa no acesso aos parques urbanos de Porto Alegre. A acessibilidade a pé é a mais restrita e desigual, beneficiando principalmente áreas centrais e classes de maior renda. Embora o uso da bicicleta amplie o alcance aos parques em comparação com o deslocamento a pé, ainda persistem desigualdades significativas. O transporte público surge como o modo mais equitativo, oferecendo maior cobertura e potencialmente reduzindo disparidades.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Finisterra

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0.
1. As opiniões expressas nos textos submetidos à Finisterra são da responsabilidade dos/as autores/as.
2. Os/As autores/as conservam os direitos de autor/a e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite a partilha do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
3. Os/As autores/as comprometem-se a seguir as “Normas para submissão de manuscritos”, na plataforma RCAAP.
4. Sempre que o texto precisar de sofrer alterações, por sugestão dos/as Revisores/as Científicos/as e/ou da Comissão Executiva, os/as autores/as comprometem-se a aceitar essas sugestões e a introduzi-las nas condições solicitadas. Sempre que houver alterações de que os/as autores/as discordem, devem ser apresentadas as respectivas justificações, caso a caso.
5. A reprodução de material sujeito a direitos de autor/a foi antecipadamente autorizada.
6. Os textos são originais, não publicados nem submetidos a outras revistas.