A distância de erro, nova via para a avaliação da capacidade de localização de enclaves
Ensaio de aplicação num projeto de intervenção educativa junto de alunos do terceiro ano do Ensino Secundário Obrigatório
DOI:
https://doi.org/10.18055/Finis42332Resumo
Este estudo, de desenho quase-experimental, analisa o impacto de uma intervenção didática na capacidade de localização geográfica correta (place location knowledge) em alunos do 3.º ano do Ensino Secundário Obrigatório (ESO). Participaram oito estabelecimentos de ensino das Baleares, tendo sido aplicadas provas de pré- e pós-teste através de um instrumento digital que avaliava tanto o sistema tradicional de acerto/erro como a distância, em quilómetros, entre a localização assinalada e a localização real. Foram analisados os dados de 223 estudantes que concluíram ambas as provas. A intervenção, implementada nos estabelecimentos piloto, baseou-se em atividades com mapas inter-relacionados. A análise estatística incluiu ANOVA mistas e correlações de Spearman para avaliar a evolução dos erros. Os resultados mostram que a precisão espacial depende de fatores geográficos (latitude, efeito de margem) e cognitivos (viés eurocêntrico, presença mediática). Além disso, a medida da distância de erro permite identificar melhorias que não são detetadas pela abordagem dicotómica. A intervenção aumenta os acertos absolutos, mas não reduz significativamente o erro relativo nos alunos que falharam em ambas as provas, o que indica que as tarefas baseadas na comparação de mapas favorecem mais o reconhecimento nominal e a memorização do que o desenvolvimento de competências espaciais profundas. Conclui-se que a combinação de métricas absolutas e relativas enriquece a interpretação dos resultados e orienta o desenho de estratégias didáticas mais eficazes.
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