Conflitos normativos entre Planos Diretores Municipais e Plano de Manejo de uma unidade de conservação:
uma análise na Área de Proteção Ambiental de Itupararanga
DOI:
https://doi.org/10.18055/Finis42541Resumo
O planejamento territorial, ou a ausência deste, reflete-se na forma como o uso e cobertura da terra (UCT) afetam os recursos naturais, como áreas de vegetação, corpos d’água e a biodiversidade. Como meio de proteção desses recursos, foram instituídas as Áreas de Proteção Ambiental (APAs), uma categoria de unidade de conservação (UC) que prevê a proteção da natureza em consonância com a ocupação humana. Este estudo tem como objetivo analisar os conflitos normativos entre o Plano de Manejo (PM) da APA de Itupararanga no Estado de São Paulo (Brasil) e os Planos Diretores Municipais (PDMs) inseridos nesta e sua concordância com o UCT presente nessas áreas. Para isso, foram sobrepostos arquivos vetoriais contendo informações desses instrumentos normativos para a identificação de conflitos entre estes instrumentos de gestão. Constatou-se que 63,9% (583,4km²) estão em conformidade com o Macrozoneamento do PM, enquanto 36,1% (329,9km²) apresentam inadequações. Na análise de UCT observou-se que 11,6% (38,3km²) da área está em conflito, evidenciando a fragilidade entre os planos e a falta de comunicação entre as esferas gestoras. A ausência de articulação entre os instrumentos gestores demonstra a necessidade de revisão e fiscalização efetivas para a proteção dos recursos hídricos. A defasagem do PM é evidente diante da intensificação da urbanização e expansão agrícola, além das alterações nos PDMs, revelando um paradoxo entre a conservação ambiental e o desenvolvimento urbano.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Finisterra

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0.
1. As opiniões expressas nos textos submetidos à Finisterra são da responsabilidade dos/as autores/as.
2. Os/As autores/as conservam os direitos de autor/a e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite a partilha do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
3. Os/As autores/as comprometem-se a seguir as “Normas para submissão de manuscritos”, na plataforma RCAAP.
4. Sempre que o texto precisar de sofrer alterações, por sugestão dos/as Revisores/as Científicos/as e/ou da Comissão Executiva, os/as autores/as comprometem-se a aceitar essas sugestões e a introduzi-las nas condições solicitadas. Sempre que houver alterações de que os/as autores/as discordem, devem ser apresentadas as respectivas justificações, caso a caso.
5. A reprodução de material sujeito a direitos de autor/a foi antecipadamente autorizada.
6. Os textos são originais, não publicados nem submetidos a outras revistas.