Literacia em saúde dos cuidadores informais sobre a doença de alzheimer
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0217.24987Palavras-chave:
doença de Alzheimer, cuidador informal, demência, literacia em saúdeResumo
Introdução: Considerando o envelhecimento populacional e as projeções demográficas para Portugal é esperado um aumento do desenvolvimento de doenças crónico e degenerativas, como é o caso da doença de Alzheimer (DA). Deste modo os Cuidadores Informais (CI) têm um papel fundamental na prestação de cuidados, sendo este influenciado pelo nível de literacia desta população.
Objetivo: Explorar o nível de literacia dos Cuidadores Informais sobre a doença de Alzheimer.
Métodos: Estudo descritivo, exploratório e quantitativo, com uma amostra de 28 participantes. A recolha de dados decorreu através de um questionário e da Escala do Conhecimento sobre a Doença de Alzheimer, no Google Forms, após o consentimento informado.
Resultados: A maioria dos CI era do sexo feminino (75%), com uma média de 54,04 anos de idade (±12,46), um elevado nível de habilitações literárias e uma relação próxima com a pessoa cuidada. Prestam cuidados em média 4,18 anos (±2,41), aproximadamente 12 horas por dia, sete dias por semana. Sobre as dificuldades sentidas, a maioria referiu alterações neurocomportamentais na DA, gestão da vida pessoal e profissional, falta de apoio e incertezas de capacitação pessoal para cuidar. Considera-se que 57,14% dos CI têm um nível intermédio (3 numa escala de 1-5) na forma como prestam cuidados.
Conclusão: Devido às dificuldades e necessidades referidas pelos CI revela-se essencial a criação de novos programas de literacia em saúde na comunidade. Em estudos futuros importa avaliar a eficácia destes programas a fim de promover estratégias de cuidados para os CI de pessoas com DA.
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