Conhecimento da pessoa com Doença Inflamatória Intestinal (DII)
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0210e.26626Palavras-chave:
conhecimentos, doença inflamatória intestinal, autocuidado terapêuticoResumo
Introdução: A pessoa com doença crónica é desafiada a um continuum de adaptação à condição nova de saúde-doença. O défice de conhecimentos é uma barreira à incorporação de regimes terapêuticos, muitas vezes complexos, no seu quotidiano, assumindo o enfermeiro um papel facilitador do processo de transição.
Objetivo: Avaliar os conhecimentos sobre a patologia nas pessoas com DII.
Métodos: Estudo descritivo, correlacional e transversal, com abordagem quantitativa e amostra por conveniência. Como método de recolha de dados foi utilizado um inventário intitulado como “Inflammatory Bowel disease knowledge (IBD-KNOW)”, após tradução e adaptação para português. A análise dos dados foi realizada através do sistema operativo SPSS® versão 23.
Resultados: A taxa média de respostas corretas ao IBD-KNOW foi de 57,1%. Nas dimensões “reprodução“ e “função” obtiveram-se os valores mais baixos de respostas corretas, respetivamente 25,4% e 32,4%. Verificou-se uma correlação positiva forte entre o conhecimento da DII e a idade de diagnóstico (r=0,717, p<0,02), uma correlação negativa moderada entre o conhecimento sobre DII e o grau de escolaridade (r= -0,513, p<0,01) e uma correlação negativa fraca entre o grau de conhecimento e a idade das pessoas com DII (r=-0,201, p <0,017). As pessoas do sexo masculino têm menor conhecimento sobre DII (H=1936, p<0,017), a situação laboral não tem influência no nível de conhecimento sobre a DII (p>0,7).
Conclusão: A maioria dos doentes não demonstra conhecimentos sobre a DII, nem evidencia comportamentos de adesão. Torna-se premente capacitar para o autocuidado terapêutico com a implementação da Consulta de Enfermagem.
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