Controlo da glicemia na pessoa em situação crítica
“16 anos no caminho da qualidade e segurança"
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0212e.29278Palavras-chave:
enfermagem; pessoa em situação crítica; insulina; hipo/hiperglicemia; protocoloResumo
Introdução: O controlo da glicemia na pessoa em situação crítica (PSC) foi implementado num Serviço de Medicina Intensiva de um Centro Hospitalar Universitário (CHU), em 2003. Tendo por base as publicações da Dra Greet Van Den Berghe e colaboradores, foi criado um grupo de trabalho e desenhado um algoritmo de atuação que foi sofrendo várias alterações, sustentadas pela evidência científica e auditorias internas, para aferir a sua eficácia e segurança.
Objetivo: Verificação da segurança e eficácia do protocolo e as implicações na carga de trabalho de enfermagem.
Métodos: Estudo quantitativo de natureza prospetiva, a colheita de dados foi realizada através de um instrumento de colheita elaborado pelo grupo de trabalho e o tratamento estatístico com recurso ao programa Excel.
Resultados: A evolução de 2003 a 2019, tendo por base o avanço da aplicação do controlo da glicemia, é evidenciada pelos resultados e respetiva análise crítica de três auditorias realizadas em períodos distintos, com amostras efetivas de 115, 61 e 112 doentes respetivamente, em que os diferentes protocolos de controlo da glicemia com administração de insulina em perfusão contínua, aplicados no serviço, foram eficazes e seguros e as hipoglicemias nos doentes com insulina em perfusão contínua não se traduziram em complicações major (0.09%; 0.02% e 0,1% respetivamente).
Conclusão: Estes resultados deveram-se sobretudo à capacidade de monitorização e organização do trabalho da equipa de enfermagem, sendo menos importante a ambição dos objetivos de controlo da glicemia de cada protocolo.
Desde setembro de 2018 utilizamos o protocolo de Yale modificado.
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