Intervenções de enfermagem na gestão da dor em doentes nos serviços de urgência básica
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0213e.30649Palavras-chave:
dor; serviço de urgência básica; enfermagem; gestão da dorResumo
Introdução: A literatura atual revela que as Intervenções de Enfermagem em Gestão de Dor, em Serviços de Urgência Básica, nem sempre são consideradas prioritárias pelos enfermeiros, no primeiro momento de atendimento.
Objetivo: Identificar as Intervenções de Enfermagem em Gestão de Dor em Serviços de Urgência Básica, e analisar as relações entre as variáveis sociodemográficas e estas Intervenções.
Métodos: Estudo transversal, descritivo e correlacional, a partir dos resultados emergentes da aplicação da Escala de Práticas de Enfermagem na Gestão da Dor (António, 2017), numa amostra de 157 enfermeiros em funções em Serviços de Urgência Básica.
Resultados: As Intervenções mais aplicadas são de caráter autónomo: a Avaliação Inicial (X=38,94; δ=5,78), as Intervenções Não Farmacológicas (X=24,76; δ=4,76), a Reavaliação (X=20,13; δ=3,89), o Planeamento (X=19,67; δ=4,28), e o Registo (X=8,96; δ=2,31), sendo o menos executado. Das interdependentes, só assumem executar as Intervenções Farmacológicas (X=10,83; δ=1,39).
Da análise da relação entre estas variáveis, e as sociodemográficas, verifica-se que para um nível de significância p>0,05, a formação é diferenciadora: os enfermeiros pós-graduados assumem mais ensinos e registos da dor, e, quanto mais longa é a formação (>50 horas) e mais adequada, mais elevados são os valores de implementação de intervenções.
Conclusão: A formação como variável determinante na aplicação de Intervenções revela-se como o campo emergente de investimento para os enfermeiros.
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