Inclusão de alunos com perturbação da aprendizagem específica (PAE) e/ou perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA): transição para o ensino superior

Autores

  • Rita Bonança Escola Básica Integrada de Lagoa, Ponta Delgada, Portugal | Instituto Politécnico de Leiria, Leiria, Portugal | Centro de Estudos em Educação e Inovação (CI&DEI), Leiria, Portugal https://orcid.org/0000-0002-2805-4903
  • Francisco Sousa Universidade dos Açores, Açores, Portugal | Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, Polo da Universidade dos Açores, Açores, Portugal https://orcid.org/0000-0002-1080-5449
  • José Alves Universidade Católica Portuguesa, Porto, Portugal | Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH), Porto, Portugal https://orcid.org/0000-0002-9490-9957

DOI:

https://doi.org/10.29352/mill0222e.43633

Palavras-chave:

educação inclusiva; perturbação da aprendizagem específica; perturbação da hiperatividade e défice de atenção

Resumo

Introdução: Este artigo analisa a evolução das adaptações dirigidas a alunos com Perturbação da Aprendizagem Específica (PAE) — designadamente dislexia, disortografia e discalculia —, bem como a alunos com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), isolados ou em comorbilidade, implementadas pelo Júri Nacional de Exames (JNE), entre 2016 e 2025, no ensino secundário, visando o acesso ao ensino superior.

Objetivo: Analisar as adaptações implementadas a esses alunos nos exames nacionais, na perspetiva de um acesso equitativo ao ensino superior.

Métodos: Este estudo sustenta-se numa análise diacrónica dos dez Guias com as adaptações do JNE, no período em estudo, bem como da evolução normativa associada.

Resultados: Verificam-se progressos significativos nas adaptações aos alunos com dislexia moderada e grave. Contudo, persistem constrangimentos nos alunos com disortografia, discalculia, PHDA. Observa-se a obrigatoriedade de realização de exames nacionais padronizados, sem correspondência plena com as adaptações mobilizadas na avaliação interna dos mesmos.

Conclusão: Apesar dos avanços substanciais alcançados, persistem desigualdades que comprometem a equidade. Recomenda-se, por isso, a criação de exames nacionais adaptados alinhados com a avaliação interna destes alunos, a reativação de um contingente especial para o acesso ao ensino superior e a revisão legislativa dos normativos, no pressuposto de que a diversidade cognitiva deve ser considerada na aplicação das adaptações no processo de avaliação externa.

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Publicado

2026-04-23

Como Citar

Bonança, R., Sousa , F., & Alves, J. (2026). Inclusão de alunos com perturbação da aprendizagem específica (PAE) e/ou perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA): transição para o ensino superior. Millenium - Journal of Education, Technologies, and Health, 2(22e), e43633. https://doi.org/10.29352/mill0222e.43633

Edição

Secção

Educação e desenvolvimento social