Efeito dos resíduos extrativos de sargaço na germinação de sementes
DOI:
https://doi.org/10.29352/mill0213.03.00279Palavras-chave:
algas, extrato sólido, germinação, Phaseolus vulgaris, Brassica oleracea var. acephalaResumo
Introdução: O Sargaço é uma mistura de várias macroalgas que crescem nas rochas do litoral minhoto e que produzem vários metabolitos. Durante o processo de extração de macroalgas, alguns desses metabólitos não são aproveitados, não promovendo assim a economia circular.
Objetivos: Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial de germinação de sementes utilizando o subproduto do processo da extração aquosa de Sargaço, o substrato extrativo de macroalgas.
Métodos: Usou-se sementes de feijão torino (Phaseolus vulgaris) e couve (Brassica oleracea var. acephala), aplicando os seguintes tratamentos: controlo (C), Sargaço recolhido em 2017 e 2018, com e sem o processo de lavagem (CL e SL, respetivamente). Durante o ensaio, foi estudada a taxa de emergência, a taxa de germinação e as diferenças de peso total. No final do ensaio, o comprimento da raiz e da parte aérea das plântulas foi avaliado e o mesmo para o peso fresco.
Resultados: No feijão, o tratamento com Sargaço com lavagem 2018 foi o único a apresentar germinação (C = 60%; CL2018 = 32%) além do controlo. O Sargaço com lavagem 2018 obteve resultados superiores no peso radicular em relação ao controlo (C = 0,0350 g; CL2018 = 0,299 g). Na couve, apenas o Sargaço com lavagem 2017 apresentou uma taxa de germinação semelhante ao controlo (C = 80%, CL2017= 64%) e o peso total foi melhor (C = 0,0026 g, CL2017 = 0,0102 g).
Conclusões: No final, ficou claro que os resíduos das macroalgas têm potencial para estimular a germinação das sementes, mas somente se os resíduos forem lavados.
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