CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E REOLÓGICA DE TOMATE (Solanum lycopersicum L.) DO ALGARVE E DO OESTE

  • Igor Dias Escola Superior Agrária de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém, Portugal ICAAM, Universidade de Évora, Portugal
  • Maria da Conceição Faro Escola Superior Agrária de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
  • Isabel Torgal Escola Superior Agrária de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
  • Anabela Matos Escola Superior Agrária de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
  • Ana Reis Escola Superior Agrária de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
  • Gabriela Lima Escola Superior Agrária de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
  • Margarida Oliveira Escola Superior Agrária de Santarém, Instituto Politécnico de Santarém, Portugal LEAF, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Portugal
Palavras-chave: Caracterização físico-química e reológica, Runner, Tomate, Vimeiro

Resumo

Este estudo teve por objetivo avaliar as caraterísticas físico-químicas e reológicas de duas variedades de tomate, Vimeiro e Runner, cultivados no Algarve e Oeste, ao longo da época de colheita. As amostras foram submetidas à análise do peso, calibre, humidade, sólidos solúveis totais, acidez titulável total, licopeno, cor e dureza. Observaram-se diferenças significativas para todos os parâmetros quando considerados os fatores produtor x variedade x região. Para licopeno e dureza não se observaram diferenças significativas entre variedades e regiões. A análise de componentes principais permitiu identificar 3 clusters, onde a região foi considerada um factor diferenciador. As amostras pertencentes ao cluster 1, variedade Vimeiro produzida no Oeste, revelaram maior peso e calibre e apresentaram uma cor mais intensa e próxima do vermelho. As amostras representadas no cluster 2, variedade Runner produzida no Oeste, revelaram um teor de humidade significativamente superior às restantes modalidades. O cluster 3, amostras da região do Algarve da variedade Runner, encontrou‑se fortemente marcado pela coordenada H°. No que respeita à coordenada de cor a*, os desvios padrão foram elevados em ambas as regiões, mas mais acentuados no Algarve, revelando alguma heterogeneidade dos frutos. De um modo geral verificou-se que o tomate produzido no Oeste apresentou características diferenciadoras, sobretudo no que respeita à homogeneidade de amostras e, peso e calibre superiores.

Publicado
2018-12-22